Clichês são verdades, simplesmente.


Não foi no início do ano, como seria o de costume. Mas foi lá pelo quinto mês dele em que escrevi a lista de coisas que pretendia para a minha vida. Ou pelo menos, para os próximos anos. Os itens dessa lista variaram desde coisas absurdamente simples, a coisas que ao meu ver seriam praticamente impossíveis. Uns 70 itens, ela possui.
Mas confesso que me senti perplexa, dia desses, ao reler todas aquelas linhas e perceber que os pontos mais simples e alcançáveis eu havia deixado de lado. Eu não me importei com detalhes que deixariam minha vida e meu dia-a-dia bem melhores, esqueci daquelas coisas que me deixariam feliz, a longo prazo, para não importar com mais nada (inclusive eu não sou muito boa para manter aquilo que dará resultado apenas a longo prazo). Nada andou me importando nesse semestre. E isso me deixou contrariada.
Mas outra curiosidade me bateu, ao ler a minha grande lista. Alguns itens que, ao escrever, pensava até com certa pena o quanto estava me iludindo, eu consegui realizar. E são coisas que, observadas de fora não precisariam nem estar ali. Mas são importantes pra mim e estavam ali sim.
Dois sonhos. Um é algo que está me incomodando agora, dói, é chato, mas sei que num futuro bem próximo será a razão de muitos sorrisos e rabos de cavalo! ;) E o outro, eu deixo pra mim.
O que acontece é que eu comprovei pra mim mesma, que não é necessário perder o tempo escrevendo ou pensando no que se deseja, no que se tem vontade. Porque, sem mais, o que tem de acontecer, vai acontecer de qualquer maneira. Mesmo isso aparentando absolutamente irritante por ser tão clichê.

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