Frustrada. Bastante frustrada. Era como estava me sentindo naquele momento, deitada, debaixo da coberta; enquanto via as sombras distorcidas dos carros que passavam pela rua, através da janela, e me deixavam confusa.
A noite havia terminado e nada daquilo que planejei aconteceu. Nada. Todas aquelas mensagens borbulhando mil desejos não adiantaram de nada. Ver-lhe estava se tornando utopia. Além do que os planos de ir para o nosso lugar tranqüilo, para termos a nossa onda, fazer a nossa mini-festa, entre amigos – ou pelo menos com pessoas que realmente valessem a pena – era pura ilusão. De que adiantou o lugar certo se todo o restante não estava de acordo?
Havia mais gente do que o previsto. Gente desnecessária. Havia exibicionismo em demasia. E havia o meu Incômodo, o meu ininterrupto Incômodo. E Ele me olhava ali, surpreso. Incomodado, talvez, como eu tantas vezes me senti em sua presença. Incógnito, para mim. Da mesma forma como Ele agira sempre comigo, só que agora quem agia era eu, aliás, quem não agia, nesse caso.
Parecia sonho. Tudo melitricamente desejado por mim. Um sonho meu, daqueles pelos quais se perde noites de sono, manhãs de estudo, finais de semana inteiros, visualizando e sentindo cada segundo, cada palavra, cada respiração. Mas não, não era mais um sonho. Era a realidade.
E estando um pouco fora de mim, perceber isso não era possível. Ora eu sorria pelo que acontecia, ora viajava em qualquer detalhe, puramente sem propósito, daquela cena toda; ora me sentia zonza e desejava não estar mais naquele lugar, com aquelas pessoas. O que não me deixava inteiramente a par do ‘meu momento’, o que impossibilitava viver aquilo intensamente, degustar cada palavra, sentir cada segundinho de vitória particular e secreta, dentro de mim. Simplesmente passou, e eu não notei. Não ali.
Foi necessário um dia inteiro para que, depois de muito lastimar – por não ter colocado em prática tudo aquilo que desejava, tão simples e possível -, eu perceber que foi um dia de realização de um sonho que existia em mim há tempos. Um sonho que se tornara real, sem nem eu mesma perceber. Um sonho memoravelmente prazeroso de se lembrar. Era o boomerang, que agora estava em minhas mãos e pertencia a mim, somente.
A noite havia terminado e nada daquilo que planejei aconteceu. Nada. Todas aquelas mensagens borbulhando mil desejos não adiantaram de nada. Ver-lhe estava se tornando utopia. Além do que os planos de ir para o nosso lugar tranqüilo, para termos a nossa onda, fazer a nossa mini-festa, entre amigos – ou pelo menos com pessoas que realmente valessem a pena – era pura ilusão. De que adiantou o lugar certo se todo o restante não estava de acordo?
Havia mais gente do que o previsto. Gente desnecessária. Havia exibicionismo em demasia. E havia o meu Incômodo, o meu ininterrupto Incômodo. E Ele me olhava ali, surpreso. Incomodado, talvez, como eu tantas vezes me senti em sua presença. Incógnito, para mim. Da mesma forma como Ele agira sempre comigo, só que agora quem agia era eu, aliás, quem não agia, nesse caso.
Parecia sonho. Tudo melitricamente desejado por mim. Um sonho meu, daqueles pelos quais se perde noites de sono, manhãs de estudo, finais de semana inteiros, visualizando e sentindo cada segundo, cada palavra, cada respiração. Mas não, não era mais um sonho. Era a realidade.
E estando um pouco fora de mim, perceber isso não era possível. Ora eu sorria pelo que acontecia, ora viajava em qualquer detalhe, puramente sem propósito, daquela cena toda; ora me sentia zonza e desejava não estar mais naquele lugar, com aquelas pessoas. O que não me deixava inteiramente a par do ‘meu momento’, o que impossibilitava viver aquilo intensamente, degustar cada palavra, sentir cada segundinho de vitória particular e secreta, dentro de mim. Simplesmente passou, e eu não notei. Não ali.
Foi necessário um dia inteiro para que, depois de muito lastimar – por não ter colocado em prática tudo aquilo que desejava, tão simples e possível -, eu perceber que foi um dia de realização de um sonho que existia em mim há tempos. Um sonho que se tornara real, sem nem eu mesma perceber. Um sonho memoravelmente prazeroso de se lembrar. Era o boomerang, que agora estava em minhas mãos e pertencia a mim, somente.
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