Enorme tempo sem ver aquelas pessoas, então uma felicidade e um companheirismo gigante tomavam conta de mim. Abraços, beijos, ‘você sumiu’, ‘você também’, ‘saudade’, ‘quanto tempo!’, sorrisos, assuntos antigos e novos, alegria. Poucas expressões podem resumir essas 4 horas. Rumo a um luau com mais gente necessária e que dão saudade. Vento forte batendo no rosto, música alta tocando e a estrada escura. Havia apenas as luzes dos faróis e uma lua, linda e branca.
O carro para e param mais alguns, que não consegui contar. Tentativa frustrada de acender uma fogueira. Frio congelante e, mesmo com todos os motivos para uma noite perfeita, insuportável. O que resta é se aquecer dentro de um carro. Entramos e conversamos qualquer coisa sem importância e era impossível segurar os risos causados pelas asneiras faladas por todos que estavam já devidamente aquecidos pelo projeto de fogueira, do lado de fora do veículo. E era bom, agora sem queixo tremendo, e, mesmo com as costas doendo, um sorriso ficava ali no rosto.
O violão ao fundo e aquela voz linda cantando ‘por isso não vá embora, por isso não me deixe nunca nunca mais’, a lua refletindo pela janela do carro mais aquela arvore mágica ali em frente compunham o cenário perfeito, só faltou a câmera.
Um comentário:
Quem é que precisa de câmera com uma descrição dessa?
Absurdamente melhor do que uma foto, vai por mim.
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