Peço-lhe desculpas pelas vezes que disse que te amava sem que você quisesse ouvir, pelas vezes em que me aproximei para um beijo, o qual você não sentia vontade de dar. Também quero que me desculpe pelas conversas que não estava a fim de ter, mas que eu praticamente obriguei dizendo que era necessário para que continuássemos juntos. Desculpas também por rotular nosso relacionamento e achar que estávamos juntos, quando só eu estava com você.
Desculpe-me também, por ter ficado tanto tempo insistindo enquanto você já estava em outra, com outra, e já nem se lembrava que eu existia. Por ter teimado em querer puxar papo com você quando nos encontrávamos, enquanto você só queria se divertir e esquecer o que tínhamos passado juntos.
Não quero que fique magoado comigo, por isso também peço desculpas por ter começado com essa brincadeira; por ter dito o quanto te adorava e ter dado a chance de que começássemos a ficar. Desculpas por não ter lhe dito que comigo era daquele jeito. Daquele jeito chato de ficar e continuar ficando, um jeito que você não gosta.
Desculpas também por ser tão ingênua a ponto de pensar que depois daquela carta que lhe escrevi, você mudaria comigo. Aquela carta que você se recusou a receber. Desculpas por pensar que você era um idiota que só fazia hora com a minha cara, enquanto eu era quem dava bandeira e acabava vacilando com essas mancadas.
E uma última desculpa, eu lhe peço: por mandar isso e fazer com que você [talvez!] sinta pena de mim, sendo que se existe alguém que é digno de pena aqui, esse alguém é você, e não merece desculpas nenhuma, inclusive. Então, me desculpe, por te enganar assim, querido. Mas é que agora te atormentar virou um hobby. E dos mais prazerosos, eu diria.
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