Complicado.

Talvez tenha sido pelo fato de que dei atenção em demasia ao lance do dia 14 de outubro a galera de marte vir nos visitar [considerando que dez minutos antes do dia D eu avistei luzes piscantes e coloridas passeando pelo céu e não desacreditei do fato e também não acho que estava drogada, sonhando ou algo do gênero]. Ou então porque o caso me lembrou bastante um recente amor perdido, devido às idades dos personagens dessa história e o lance de rompimento de relação – o que me fez ‘não querer prestar atenção’. Mas a questão é que eu, sinceramente, deixei passar despercebido, por três dias, esse seqüestro de Eloá. Durante três manhãs seguidas assisti Ana Maria aconselhando Lindemberg sobre acabar logo com aquela palhaçada e me parecia um conselho tão válido e acolhedor que passava sempre pela minha cabeça ‘ele com certeza está ouvindo e vai tomar a atitude certa’. Mas por pensar demais nesses casos absurdos esporádicos que vem acontecendo por aí, eu preferi não pensar demais dessa vez e, confesso, que, mesmo distraída, me vi consideravelmente perplexa ao receber de Fátima Bernardes a nota de falecimento da pobre adolescente que queria somente liberdade para ser feliz com [ou sem] quem bem entendesse . Passou pela minha cabeça todo o tempo que sofri quando quis colocar um fim em um relacionamento mais ou menos daquela idade e o quanto, até hoje, isso é referência em minha vida. E agora? Agora é a vida dela que vai servir de referência pros parentes, amigos, brasileiros e, até mesmo, para mim... A vida de uma menina que mexeu, quase que literalmente, com a cabeça de um rapaz, sem intenção, e acabou pagando muito caro por isso, sem precisão.

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