ENGOLE O CHORO, MENINA!

Certa vez ele disse que o choro era livre, mas sei que liberdade e chororô não se completam, são paradoxos e tudo mais...


Comecei o ano sentindo uma inveja incomensurável dentro daquele barzinho cool que eu venero assistindo aquela magrela aos beijos intensos e românticos com aquele gatinho qualquer, exatamente ao som daquela musica que adoro.
A mesma música que tocava no DVD que me dei de presente de “Feliz Ano Novo, sua coitada!”, enquanto eu colocava em prática a minha árdua tarefa de escritura das metas.resoluções.planos.promessasinfundadasequasenuncacumpridas.de.ano.novo.
Parece ficção cientifica pensar que justo na tal música que eu adoro [e que, inclusive foi o FDPn°22.e.lá.vai.bolinha que me apresentou, enquanto tínhamos o momento love de navegação a dois pela internet, vídeos e textos bacanas etc.] quando escrevi a tal linha que, no segundo dia do ano eu descumpri por força maior [vide primeira linha do segundo parágrafo que, por sua vez não tem ligação coerente com o primeiro, mas bom...].
No mais, as cólicas, as descobertas tristes, o sono constante, o cheiro de cigarro e o aroma de vinte pessoas ingerindo cerveja e carne numa casa cheia de besouros parecendo escaravelhos gigantescos, saídas não muito agradáveis com a família, a porcaria da bagunça do meu quarto me olhando, bem como a sua não companhia prometida pros últimos dias de 2008 são alguns dos outros pontos que quero destacar como forma de adquirir pena coletiva, logo no início do novo ano.
Mas o mais irritante foi a última notícia recebida no dia de hoje. Notícia essa que é o motivo mais influente pelo qual escrevo esse texto com um baldinho embaixo do caderno. Recipiente este que, depois do próximo ponto final, ao se encher com esse líquido que sai dos meus olhos borrados por falta de demaquilante, entornarei goela abaixo para que, no último gole eu possa sentir esse gosto salgado da vida amarga dessa pobre menina [tão] doce que vos escreve, meu caro leitor.

Um comentário:

Rosana Tibúrcio disse...

O babado é o seguinte, filha minha: pra pessoas como você é preciso ser muito gente, e isso tá em falta no mercado animal...