Acontece que estava me sentindo tão bem quando cheguei em casa ontem, que fui obrigada a parar para refletir e tentar entender o que eu sinto por você no alto desse inverno tão rígido.
Isso porque conclui que o meu bem-estar estava intimamente relacionado as horas ao seu lado durante aquelas aulas chatas, falando qualquer coisa boba e, deste modo, relembrando o quanto a gente dava certo.
É estranho e parece obvio. Ao menos depois de tudo que passou e de tudo que ainda não veio. Eu te amei, muito. E tanto. Eu vivi coisas incríveis com você. Por certo tempo eu fui capaz até mesmo de deixar minha melhor amiga em segundo plano por nós dois.
Ela continuaria ali, me esperando, enquanto você me acelerava o coração e me fazia mostrar os dentes aos quatro cantos. Eu sabia que daquela forma como estávamos indo, mesmo isso sendo uma fala boba e clichê demais, eu deveria viver intensamente e curtir cada momento, mesmo que este fosse pequeno e sem pretensão, contigo. Porque amor daquele jeito ou acaba um dia ou nunca existiu.
É confuso ter que te olhar nos olhos e eu sempre tento desviar e trilhar um caminho que não me obrigue a isso. Mas acontece que sua barba feita e esse seu ar de sedução barata e despretensiosa me chamam atenção mais do que se houvesse um palhaço pulando em um velório.
Só que aquele lance de coração acelerado passou. Embora eu ainda sinta e veja que a sintonia que nos unia, os pensamentos parecidos continuam com tudo! Se ficamos três semanas sem nos falar, sem nos ver nem nada, quando isso acontece parece que o último encontro foi há poucas horas. E tenho a sensação de que ele foi bom e que, apesar das coisas chatas que ocorreram, as boas são tão maiores e mais compensadoras. Me identifico tanto com você. Sinto necessidade de contar algumas coisas minhas, de mostrar músicas legais, te avisar do programa bom que está passando. Seus amigos, seus novos amores são pessoas com as quais eu me relacionaria facilmente e pelas quais eu tenho um apreço enorme.
[Mas foi tão bom não te encontrar naquela festa. Parece que o tempo, nesse nosso caso, suaviza as coisas e me ajuda a fazer tudo parecer mais normal.]
Gosto de você e não gosto de algumas coisas. Não sei se o que eu faço [ou não faço] é certo. Não sei o que eu sinto.
É estranho e parece óbvio. Ao menos depois de tudo que passou e de tudo que ainda não veio.
7 comentários:
Olha só, mais uma suspeita de que talvez seja mesmo filha da sua mãe: os textos!
eu já tinha passado por aqui algumas vezes, mas nunca tomei a liberdade de comentar não. e confesso que assustei quando vi seu comentário! haha
enfim, bom te ver por lá, e por aqui.
Uau, isso foi bonito. E é o que eu tô sentindo agora. Estranhamente óbvio.
"Mas acontece que sua barba feita e esse seu ar de sedução barata e despretensiosa me chamam atenção mais do que se houvesse um palhaço pulando em um velório."
Noooooossa Senhora, adoro barba!
(veja que comentário enriquecedor)
Hehehehehehehehe
Adoro essas identificações que não mudam com o tempo nem com a nova relação. É constatar que acertamos em gostar de alguém "naquele tempo"...
pelo que fez ou pelo que não fez, vc obtém seu produto.
e esse não é facultativo.
sempre reage.
sempre aparece.
e sempre permanece [mesmo que por instantes].
amigos e inimigos, amores e dissabores.
eles vem e vão.
é a roda eterna do desapego humano.
vc não escolhe o destino dos outros.
vc apenas os observa.
e eles moldam os passos deles, assim como vc molda os seus.
Mas acontece que sua barba feita e esse seu ar de sedução barata e despretensiosa me chamam atenção mais do que se houvesse um palhaço pulando em um velório."
Noooooossa Senhora, adoro barba! [2]
hahahaha
[não resisti. tô chegando barbudinho aí, maninha!]
Algo do tipo 'eu era feliz e sabia disso'.
É assim que tem que ser...
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