Sei que foi cedido esse espaço pra vocês falarem o que quisessem para nós, leitores de jornal e consumidores, e admiro muito a coragem que tiveram quanto a essa denúncia contra os que estão com vocês. Porém, não concordo que eles achem que somos analfabetos pelo simples fato de preferirmos informações curtas e válidas. Penso que, caso esteja enganada e eles realmente pensam isso de nós, parte da culpa é nossa (se não for toda ela), considerando que permitimos nos envolver e continuar fazendo parte desse mundo imediatista, consumista, capitalista e tantos outros istas por aí.
Se é lugar comum estar sem tempo, não saber mais o que é descansar, ser privado das coisas simples da vida porque o mundo está aí e se ficar pra trás perde-se o lugar ao sol, torna-se muito mais cômodo e óbvio para marqueteiros criar propagandas curtas e diretas, para que o leitor/consumidor não perca seu precioso tempo. Além disso, se o mesmo leitor/consumidor estiver realmente interessado no produto/serviço em questão ele há de aprofundar mais seus conhecimentos sobre o assunto e isso só pode partir dele mesmo.
É claro que textos bons e envolventes, mesmo tendo kilômetros de extensão, não são ignorados pelos leitores interessados e a fim de obter maiores informações sobre aquilo que lhes interessa (ou não). Mas propagandas são mesmo só pra vender e temos tantas opções ultimamente que se cada anúncio for uma página, ou mais, teríamos o catálogo de uma grande capital todos os dias na porta de nossas casas pronto para serem explorados.
3 comentários:
Ba-ca-na!
ótima iniciativa.
hein?
Em relação a essa temática como em quase tudo na vida, vale o bom senso: há coisas que pedem muitas palavras, outras nem tanto.
O importante é não radicalizar, não é mesmo, minhas gentes...
Agora, folhear um catálogo todo dia não rola, né??
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