Uma mulher traçou um plano minuciosamente maligno contra a minha querida pessoa

Prognóstico: não me deixar viver meu Romance
Objetivos: ficar com o meu Romance.
Estratégia: me enlouquecer
Plano de Ação: simpatia, muita simpatia, sorrisão e o mais importante: uma mente com poderes meticulosos.

Fatos:
Eu não saia com o Grupinho do Romance. Nem ela.
A partir do dia 23 ela segue meus passos.

Primeiro dia: o meu celular foi o instrumento utilizado para que ela viesse ao encontro do Grupo e ao meu. Mostrando interesse Nele, conversaram a noite inteira sem brecha para um oizinho meu, sequer. Ao ir embora, vi um abraço carinhoso entre eles. Sem contar que durante os passeios de carro eles ficavam sempre no mesmo carro e, se possível, confortáveis no banco de trás.

Segundo dia: ao me encontrar com o Grupo ela já estava presente e, é claro, sentada ao lado Dele. Mudando de ambiente nós dois nos sentamos numa extremidade e ela noutra, mas não aconteceu nada. Mudando de ambiente de novo e prevendo casais e nosso trio decidi ir embora me sentindo quase confortável com a derrota naquele.. jogo. No entanto, no dia seguinte a noticia é que de eles nem se olharam direito (fim não esperado após minha partida, considerando que no primeiro dia houve mais diálogo e proximidade entre eles do que piscadas de olhos do Grupo inteiro.)

Terceiro dia: o Grupo tem o poder de dar passagem e vender. Ela ganha e eu compro, não nessa ordem, vale lembrar.
Eu fico puta: conheço o Grupo há anos, Ela conhece há poucos meses apenas e eu estava com eles há tempos e ela tinha acabado de chegar. Era a droga da simpatia dela funcionando, de novo. Essa tal passagem era pra festa que iríamos enquanto ela dormiria. Mas eis que ela troca o pijama depois de uma conversa com o Romance pelo celular.
Durante a tal festa são raras as vezes que eles estão perto e ela me chama pelo diminutivo [que carinho!] e permanece com a faixa de Miss Simpatia. O Romance pouco se aproxima de mim. Vejo-os juntos, viro para outro lado, olho de novo e, mágica!, sumiram. E me martela na cabeça pela nonagésima vez a incerteza sobre eles já terem trocado alguma saliva nesse ou no primeiro e no segundo dia. Eu e o Grupo decidimos ir embora e eles ficam na festa. Respiro pensando ‘já era’ e ela vem se encontrar com a gente, como que me mandando um SMS dizendo ‘você já vai embora, não tem mais porque eu continuar aqui.’. Respiro. O Romance está sem mim, sem ela, mas e aquelas cocotinhas todas cheias de maquiagem e saltão? Ah, foda-se. De repente ele sai também, vem ao nosso encontro. Merda.
Vamos para o mesmo lugar?, o Grupo pergunta. Ele diz que não, quer ir pra casa.
Saio de perto do grupo e quando viro para trás ela também se afastou. Penso em me juntar a eles de novo e ela chega lá antes de eu dar um passo [Agora lê pensamentos...]
Arrumo uma carona e sumo dali.
Fico sabendo no outro dia que ao me ver indo embora ele diz que fui paia. Oi?

Quarto dia: não existe porque eu resolvo dar um tempo do Grupo, porque isso está afetando meus estudos. [mentira]

Um mês depois: encontro o Grupo, o Romance e Ela numa mesma festa.
Ela está com o Outro, o Romance está com a Princesa e o Grupo ficou tão sem graça...

Fim.
É, e não fiquei louca. Juro, é assim que termina.
Abrs.

5 comentários:

Anônimo disse...

Mesmo que o plano dela não tenha surtido o efeito desejado, foram inquestionáveis as intenções.

Thiago Amâncio disse...

dá na cara dela!

Alice Terra disse...

Moça, népornadanão, mas seu texto ficou muito bom.Adorei o recurso de não colocar nomes definidos mas, ainda sim, usar a letra maiúscula nas (in)definições, como se quisesse mostrar concomitantemente uma idealização platônica e maquiagem de sutil descaso.Sem contar as disposições iniciais que remetem ao maldito jogo(a citação dessa palavra no meio ficou ótima,um toque muito suave no leitor mesmo).E a raiva patente que a protagonista apresenta, tão crua e estridente a ponto de parecer mesmo que tal personagem tem vida.Ou é a própria.

Rosana Tibúrcio disse...

1. Putzz, preciso de uma legenda.

2. dá na cara dela!

3. A Terra falou bo-ni-to.

Luana Portela disse...

HDUSAHASUHDASKDLUHASKUHDASKUHDAKUHSDAUSHDAS
AMEI, LAURINHA!
Não sei pq, mas eu ri do final.
Já disse que amo o nome do seu blog?
amo!