Ser atriz.

Esse papel era tão diferente pra ela.
Já atuara em várias cenas, em várias novelas e em coisas tão mais reais e mais fáceis de atuar.
Mas assim, sendo a outra, lhe pareceu tão difícil.
Porque sempre foi a principal, a mocinha, a namoradinha do mocinho.
E sabia, esse não era um papel de Vilã, de Bruxa má da Branca de neve, mas é era... A outra.
E A outra pressupõe segundo plano e, ainda, um amontoado de esperança e falta de certeza.
É isso: era incerto.
E papeis incertos parecem tão complicados de se fazer e de se ter, ser.

4 comentários:

Aléxia disse...

Stanislavisky desbancou a primitividade teatral e criou o método de representação que é usado até hoje ao formular o sistema de memória emotiva, em que o ator transfere, para o palco, suas vivências do dia-a-dia real.Esse macete faz um tremendo sucesso, mas fazê-lo da maneira inversa,buscando conhecimento teatral para aplicar na vida, é impossível.O que você falou está certo em muitos aspectos: perceba como as atrizes coram perante situações inesperadas ou como se comportam.Digo atriz mesmo porque a mulher que se expõe mais nesse campo, e é com ela que o improviso perfeito só se efetiva nos palcos.Além disso,o papel de coadjuvante, a outra, nem protagonista nem antagonista.É um dos maiores desafios que se pode ter, dado que adicionado à incerteza dessa posição, tem-se a ausência de um esteriótipo, um modelo de comportamento para seguir, ou ao menos servir de parâmetro.

Aléxia disse...

Só mais uma coisa,entrando na metáfora que você criou:
Não existem grandes papeis ou pequenos papeis.Existem grandes atores e pequenos atores.Fernanda Montenegro ganhou seu primeiro prêmio numa peça em que seu papel consistia em entregar uma carta ao protagonista.Hoje ela explode com um monólogo feito especialmente para ela em S.Paulo.Grandessíssima em ambas as situações.
ficadica :)

Rosana Tibúrcio disse...

Fazer papel de outra é até fácil. Ser a outra é que não é.

. disse...

meninaaaaaa!!
n só adorei como me identifiquei!! ;)