Do papel amassado, guardado na gaveta.

“Me sinto sozinha, às seis da manhã da primeira sexta de agosto.

Talvez seja a lei do desgosto dando as caras, enfim.

No oitavo mês do ano, sempre perco um namorad[inh]o ou ganho uma dor de cabeça. Sempre.

Talvez agora eu esteja dando dor de cabeça, não sei.

Acordei chorando muito, como quando, sem querer, peguei no sono lá pra meia noite, depois de mandar uma mão fechada de sms’s e receber só um de volta.

Não entendo porque ainda me aventuro nessa promoção de torpedos ilimitados por uma semana.

Tenho família e 21 anos. Sempre tive aquela ligação umbilical mais forte que batida de coração depois de correr três quarteirões pra chegar em casa.

Mas acordei de um pesadelo e não me sinto a vontade pra voltar a ser criança e ir lá pra cama da mãe.

Sempre digo que não tenho amigos. Uso um tom sarcástico para dizer, mas digo com o coração apertado, porque nem é mentira.

Por alguns anos da minha vida, tive alguém com quem contar noventa por cento dela.

Mas agora.. não tenho mais.

Então me sinto sozinha, às seis da manhã da primeira sexta de agosto.

Talvez seja a lei do desgosto dando as caras, enfim.”

2 comentários:

Clara Moriá disse...

Ó, eu sou sua amiga. Ou tento ser. Mas é você quem nega o meu amor infinito! haha [te devo uma visita e um doce super gostoso]

Camila de Souza disse...

Esse layout ficou bacanérrimo, Laura!

Beijo.