Sobre medos e marcos

Desde que me entendo por gente, sei que tenho (muito) medo de cachorro.
E eu tenho certeza que medo de cachorro e coisas do gênero (não me peça para enumerar) são hereditárias. Considerando que minha mãe tem e minha irmã também tinha medo de cachorro.
Minha irmã se recuperou desse trauma, não sei como, mas sei que não tem medo nenhum. Já minha mãe, coitadinha, nunca vai deixar de ter. Desconfio que minha irmã ficou corajosa a partir do dia em que minha mãe, num ato corajosamente maternal, tirou minha irmã do colo e a colocou em sua frente quando um cachorro enorme passou pelas duas. É muito amor, né?
Voltando a falar de mim, já tive medo até de cachorro enquanto estava nascendo, veja bem.. acho que é porque eles eram bem feiosos.
Mas de uns anos pra cá, uns dois, talvez.. todo esse pavor tem diminuído um pouco, não sei porque exatamente. Talvez porque, quando menor me protegiam demais e, assim, eu não chegava mesmo perto de nenhum canino.
Sei que tenho me acostumado com pequenos poodles de amiguinhos e pequenos outros latidores que não faço a menor ideia da marca.
Sem contar que ano passado mantive um relacionamento, no qual a pessoa meio que tinha um...pit Bull e eu meio que fui obrigada (sem forçação de barra, vale ressaltar) a conviver com aquele.. .bebê em forma de monstrinho. Era um Pitt Bull, mas juro que era um pouco fofo e me cheirava loucamente, olhando com aquela cara de ‘minha filha, fica de boa aqui que ele É MEU, falô?’.. Bom, passei por esse estágio tranquilamente, considerando que foram extremamente raros os momentos de leve desespero.
Mas eis que em agosto, apesar de todo o desgosto, ocorreu uma passagem que marcará para sempre minha vida, de maneira positiva. O cachorro da minha friend meio que veio, numa distância de sei lá.. alguns metros.. correndo de maneira muito veloz, em minha direção e ainda colocou aquelas patas peludas no meu colo.
Enfim, sobrevivi e não tive nenhum daqueles sustos mega engraçados que normalmente teria; foi natural, parece que eu sabia e não me importava.. foi um momento muito especial e eu precisava deixar registrado, mesmo que não influencie em absolutamente nada na vida de outra pessoa. Na minha foi uma das coisas mais marcantes do ano. Quiçá, da década.

Obrigada pela atenção.

2 comentários:

Helô disse...

E nem doeu, né! Cachorro é que nem final de propaganda da Mastercard: não tem preço!

Unknown disse...

Adorei Laurinha e lembre-se é melhor ter um cachorro amigo do que um amigo cachorro...rsrsrs