Anti-herói

Todo mundo, ou quase todos nele, tem o pai como símbolo de herói. Comigo não é assim.
Abandonar o barco, quebrar objetos, se entupir remédio pra não sentir dor, permanecer calado diante de uma interrogativa, não ligar só pra saber se as coisas estão bem... Essas são as coisas por meio das quais eu identifico o meu.
Mas a sua fragilidade e inquietude, escondidos por entre sarcasmos, gracinhas e silêncios, é o mais agravante e, surpreendentemente, é o que mais me lembra a mim mesma.
Vê-lo é olhar no espelho e ter certeza de onde vim e ter receio do que pode vir de mim.

2 comentários:

Rosana Tibúrcio disse...

Helói, helói mesmo, só o Cebolinha, o lesto é lesto, escleve aí...

Laura Reis disse...

é veldade.