Na sua casa, na sua cama, com você do meu lado, vendo um filme bobo qualquer, mas com o cheiro e a pele que eu mais gosto ali, comigo. A sensação boa de não ter outros compromissos e só fazer o que bem quiser. Com você.
Claro que o meu querer não passa muito da área do seu colchão. Podíamos ficar o dia inteiro ali, deitados, se encostando, se beijando, se abraçando, se cheirando e outros verbos mais. E então comer alguma coisa fora dali e voltar, deitar, se cansar de fazer tudo de novo, ligar o ventilador, brigar um pouco com os travesseiros gostosos, se ajeitar e fingir que vai dormir. E fazer tudo de novo, com a tv ligada ou um som baixinho de fundo. Era só isso que eu queria por agora, por hoje, ao menos.
Mas não, enquanto vou querendo, fico aqui, de calça jeans e sutiã apertado, que irritam. E ainda tem esse tênis que esquenta tanto o pé nesse calor, que às vezes vira frio. Fico tentando achar uma posição não muito péssima nessa cadeira que não permite muitos movimentos. Então fico aqui, durante 8 horas, encarando essa tela de computador e pensando que nada nunca vai ser tão bom quando a sensação de paz e delícia de viver e estar ali, na sua casa, na sua cama, com você do meu lado.
5 comentários:
Diferenças meramente anatômicas entre mim e você me impedem de dizer que me identifiquei totalmente, então me resta dizer que foi quase, quase isso.
Relevantes demais todas as bobagens que li aqui. Para mim, ao menos.
Quases nem sempre são ruins.
Obrigada pela relevância, Bruno.
Que continuemos assim! ;)
[gente! veja a data e a hora de seu comentário!]
Adoro esse tipo de texto, hum... circular?
Eu também! Eu também!
Acho que usaria essa palavra também.
"Claro que o meu querer não passa muito da área do seu colchão."
Genial.
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