Sobre berço, caráter e impressões

Era uma vez um menino que nasceu em berço de ouro. Depois de nascer o berço foi empratecendo, embrozeando até se tornar apenas aço. Nessa época ele já tinha uns 12 anos. Que é quando a verdadeira personalidade de um ser humano começa a tomar suas devidas formas.
Nessa época ele já era alto, mas um pouco gordinho. Sempre teve olhos claros verdes muito bonitos. E sempre achou que tinha mais do que sempre teve.
Seus pais se separaram e ele resolveu, já por conta própria, ir morar com o pai na cidade vizinha, onde acontecia uma festa muito grande por ano, de âmbito nacional. Mesmo que isso ainda fosse pouco praquilo que guardava dentro de si...
Foi crescendo, ficando com algumas menininhas, mas só aquelas mais oferecidas ou as que se encantavam pelo charme que ele exalava e depois transformava em ogrissse, se é que essa palavra existe.
Era perceptível o fato de ninguém ficar muito tempo com ele. Tinhas muitos amigos, mas nenhum verdadeiro. Sempre tinha com quem ir pras festas apenas porque dirigia e tinha lá o seu carrinho, confiança no olhar e boa aparência, o que chamava outras pessoas pra roda. Apenas por isso.
Ninguém parecia gostar das mesmas musicas que ele, suas ideias eram sempre confrontadas e seu pensamento parecia sempre pequeno praquele tamanhão todo que carregava consigo.
Certo dia esse rapaz decidiu que faria determinada faculdade e lá arranjou outros amigos, alguns melhores outros piores que ele, mas todos farinha do mesmo saco. Ninguém de muito boa índole.
Atualmente ele desrespeita seus patrões, colegas de trabalho, apenas sugere querer pegar ou mesmo comer mulheres que sejam perfeitamente simétricas, bundudas e bem maquiadas.
Atualmente é alguém que conheço e, honestamente, não gosto. Não quero nem mesmo saber se essa história aí em cima é verdadeira. Com seu modo de agir é apenas o que vem a minha cabeça.

3 comentários:

Nayara Martins disse...

Ai,essas palavras. Ai, essa história. Ai, esse seu modo tão particular de enxergar o que está bem ali, diante dos olhos, mas ninguém vê. Belo texto.

Laura Reis disse...

ah obrigada, sua feia
vou tentar abrir mais os olhos das pessoas, porque, sinceramente... não está fácil

Rosana Tibúrcio disse...

Nem os olhos dele são bonitos, pois são de vidro.