Sobre lavagens, baús e ralos.

Eu não podia ter lavado os lençóis, travesseiros e edredons. Deveria ter guardado num baú. Daqueles grandes e com pinta de importantes e secretos. Abriria a cada vez que me sentisse vazia. Por ali tinha tudo: lágrimas, suor, confissões e amor, aos montes. Agora foi tudo pro ralo. Dizem que com a vida é assim também.
Que o melhor seja guardado comigo, então. 

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