Sobre trilhas, letras e a gente (mais uma vez).

É curioso pensar em como nosso relacionamento sempre foi cheio de trilhas sonoras e letras que diziam até mais do que vivíamos. O fato de eu lembrar mais de você quando ouço determinados cantores, do que de qualquer outra pessoa, é impressionante. O ímpeto de lhe avisar que Fulano está em tal programa e Ciclano será entrevistado logo mais, é tão impetuoso quanto o modo como tudo entre a gente terminou.
Nas letras mais irritantes, haviam promessas, pedidos e a certeza de que daríamos amor enquanto nos amássemos e quando acabasse, nos deixaríamos. Por acaso do destino e, talvez para se distinguir de todas as outras letras e lógicas que sempre nos sintonizavam, dessa vez foi só com você. Eu ainda comporia um hino e te daria um filho, já que, lhe devo um bocado, se lembrarmos que o seu maior mal me ajudou a diminuir o meu.
A única coisa que me incomoda em nós é a impressão de que ainda não terminou completamente. Não sei se você sente o mesmo, mas não consigo manter um diálogo com você sem tocar em algum assunto do passado ou sem ouvir você relembrar determinado acontecimento que marcou muito a gente. Não me sinto mais à vontade para falar de tudo com você. Nem sobre você. Não consigo nem mesmo inventar aquelas histórias malucas só pra ter desculpa de mandar um email bobo, como pretexto pra, quem sabe um dia, voltarmos a ter todo o contato que um dia tivemos. E que eu adorava.
No mais, continuarei me lembrando de você, comigo, por tempo indeterminado e atualizando, pra você, a agenda de seus cantores favoritos, ok?

3 comentários:

Rafael Freitas disse...

Eu pensei que isso só acontecia comigo!

Laura Reis disse...

você não está sozinho.

Rosana Tibúrcio disse...

É uma verdadeira multidão!