Uma carta pra você, assim, sem muito porquê.

Nos conhecemos há não muito tempo, mas já disse várias vezes o quanto sinto por você. Não que eu tenha conseguido, por ora, definir o que é exatamente isso que sinto (em grande quantidade), mas continua forte e estranho. E o mais interessante: vem mudando com o tempo.
Na primeira vez que te vi, aquela quando foi você quem me notou, depois de milhares de anos sem nem saber um da existência do outro e convivendo com o mesmo círculo de amizade e frequentando os mesmos lugares.. Enfim, foi você quem me notou e notou exatamente quando estava, de certa forma, sozinha. Os amigos com os quais estava na maior parte do tempo, partiram pra qualquer outra coisa e eu decidi ficar porque ouvi boatos de que depois do show, teria um luau. Então, você notou minha pequena solidão e, de forma linda e quase automática me incluiu em sua turma.
Lembrei disso assim que te vi, nessa última vez. Porque me pareceu ser a mesma situação, só que agora no vice-versa. Te olhava fixamente e, a meu ver, ninguém mais fazia isso, você continuava ali, perdido por aquele gramado,  andando pra lá e pra cá numa busca incessante por, aparentemente, nada.
E minha preocupação se deu ainda mais quando, horas depois, percebi que nem mesmo coisas que você sempre gostou de fazer lhe apeteciam e a cada vez que via o movimento de negação se repetir meu coração doía mais ainda.
Ameacei sentar ao seu lado e dizer que meu ombro ou colo estava ali, meus ouvidos também. Você se afastou de mim nos últimos tempos, talvez por ter tentado se reaproximar tão rapidamente, certa vez. E, assim, eu fui perdendo a segurança de começar uma conversa contigo. Até mesmo sobre coisas informais tenho me policiado.. imagine então, sobre o que estou achando que você esta sentindo. Parece tão invasivo.
Mas, assim, volto a questão do contrário e sei que você já fez isso comigo, de certa forma, de certa fora boa, devo admitir. Então decido dizer isso pra você, talvez seja bom, afinal. Principalmente porque minha intenção é a melhor: te ver feliz, sorrindo, como sempre gostei de ver.

4 comentários:

Taíssi Alessandra Cardoso disse...

Vivo uma situação muito semelhante, mesmo.

Laura Reis disse...

que que gente faz, taíssi?

Taíssi Alessandra Cardoso disse...

sinceramente? eu não sei Laura. Quanto a gente gosta muito de uma pessoa, de uma maneira muito especial e muito confusa e já gostou dela de um monte de jeitos diferentes e já disse um dia, mas agora parece que está fora de contexto, parece que não faz sentido dizer mais nada, nem como o céu tá azul ou nublado, muito menos que queria dar um abraço forte pra ver se espremia um sorriso ali. aiai

Laura Reis disse...

hmm.. acho que é bem isso mesmo.
que chato. não queria assim.. =/