"Entrei no curso de Comunicação Social (com Habilitação em Publicidade e propaganda) no UNIPAM por alguns motivos, como: não ter passado em uma federal, gostar de escrever e não ter à disposição o curso de jornalismo, não ter nenhuma aptidão em matemática, ciências, biologia, química, física, etcétera.
Sim, os motivos sempre foram assim, primários, mas o resultado para o qual eles me encaminharam fez com que eles mesmos fossem amadurecendo, tomando forma e, por fim, não me vejo fazendo outra coisa que não publicidade. Mais especificadamente atuando em redação publicitária.
Durante o colégio, nunca gostei de fazer trabalhos sozinha, sempre dei um jeito de fazer de dupla, trio, equipe. Na faculdade, aprendi a não saber realmente o que eu gosto. Porque quando a equipe não se porta como equipe é uma sensação de impotência muito grande. Mas quando sim, aí a possibilidade de resultados positivos é quase sempre maior que cem por cento.
Em relação à turma, durante os quatro anos de faculdade, confesso que senti bastante saudade daquela do colegial. Nunca me apeguei muito à turma de Publicidade. Talvez as turmas não sejam tão unidas exatamente pela forma de trabalho pela qual elas são expostas que, desde o primeiro ano, evidencia bastante a competição.
Mas alguns momentos marcaram nossa história, como um Sarau Criativo, uma Festa a Fantasia, uma amarração de cadarços, uma Feira do empreendedor e, claro, vários ótimos trabalhos apresentados. Outros, nem tanto. O que também não deixou de juntar todo mundo pra comentar. Em algum momento aleatório também aconteceu de se fazer no quadro negro a lista das mais ou menos quarenta pessoas que deixaram nosso curso e lembrar, junto e detalhadamente, sobre cada uma delas, mesmo que tenham saído na primeira semana de aula.
Participei de apenas duas agências, em sala. Na primeira, Photosíntese, estava com as pessoas de quem me aproximei no início do curso. O nome foi escolhido aleatoriamente, numa brincadeira. E eu sempre quis mudar ele, mas nunca deu certo. Após dois anos não concordando com a forma de trabalho da equipe e tendo sido convidada por outra agência, decidi fazer o que parecia melhor pra mim e mudei, enfim.
A minha segunda agência foi a Dom Quixote. A melhor da turma. A que tinha as melhores ideias, as criações mais mirabolantes, a que sempre foi elogiada, a que tinha mais personalidade, a que tinha integrantes mais lindos, a que tinha gente trabalhando no mercado e a que, no final do curso, não fez tanto jus ao currículo. Coisas da vida.
Confesso que não pensava em trabalho até por o pé na faculdade e ouvir por todos os lados sobre o primeiro emprego, os estágios, as dificuldades. Por graça do destino (e um esforcinho meu, vai..) desde o primeiro ano me encaminhei para estágios.
Em 2008, no primeiro ano de faculdade, participei de um processo de seleção e entrei como redatora na Agência Crivo, onde fiquei até o final de 2009, como voluntária. Então a convite de dois antigos colegas de sala fui trabalhar na Agência cubo³ web. Atualmente, desde maio de 2010, faço parte da equipe wowcubo (a antiga agência web somada a ideia de uma agência diferente de todas as que, até então, existiam na cidade, uma grife criativa). Nessas ocasiões fiz várias amizades com mais gente que não era da minha turma do que exatamente dela.
Sempre tive muita vergonha de ir até a frente da turma, sempre relutei contra isso e, por volta do segundo semestre de faculdade alguém foi lá e me colocou contra a parede e, infelizmente, foi desse jeito que fui aprendendo. Não que eu domine um palco ou tenha uma boa oratória, mas não tenho mais morrido para apresentar alguma coisa. Isso foi, sim, um grande passo para mim.
Pude fazer um pequeno curso de libras e conhecer bem essa linguagem muito linda. Infelizmente não continuei praticando, por falta de tempo e até por falta de necessidade mesmo. Aprendi a cuidar dos meus horários, a gastar meu próprio dinheiro, a não me importar tanto com coisas pequenas e, claro, a continuar exigindo bastante dos outros e de mim mesma.
Escrevi o meu primeiro livro, “Como escrever um livro em um semestre” (http://bit.ly/lauralivro1) que teoricamente foi obrigação, mas que eu adorei muito. E só não é sucesso de vendas porque nenhuma editora me descobriu. Ainda.
Não fiz muitas loucuras, como volta e meia se pensa em se tratando da vida universitária, na verdade quase nenhuma, mas não abandonei o barco nenhuma vez nem deixei de fazer aquilo que era necessário. Disso eu me orgulho muito.
Em relação ao tcc foi uma experiência bastante diferente, porque somou as ordens de trabalhos ditos como normais, com as possibilidades e realidades de trabalhos de verdade, de agência, de correria. A sorte é estar com pessoas capacitadas. O azar, se é que pode se chamar assim, é não ter a garantia de que todas elas irão oferecer o que são capazes. Mas no final, como sempre, tudo tende a dar certo.
Sobre o trabalho em si, este, com certeza foi o mais complexo realizado até hoje, principalmente na parte de pesquisas, institucional e de mercado. Mas tudo se encaminhou e, mesmo deixando várias coisas pra última hora (como é de costume), espero que, de alguma forma, todo esse trabalho e material por nós organizado e criado seja aproveitado pelo nosso cliente, o Patos Tênis Clube.
Posso dizer que na faculdade foi onde eu mais conheci gente.
Gente incrível, que me fez descobrir minha super capacidade de jogar vídeo game, mesmo sem saber o que estava fazendo; gente que aplicava cantadas de meia em meia hora e fazia as bunitas rirem junto com a florzinha aqui; gente que sempre teve tudo anotado; gente que cuidou bem de mim, mas depois acabou com o próprio mundo; gente que tem o mesmo nome que o meu (e o sobrenome também), mas que não sei como adoro, gente que manca e até gente que chega aos 45min do segundo tempo.
Quanto à agência Dom Quixote, em particular, é engraçado pensar que estive mais ligada à maioria dos integrantes antes de entrar para a própria. Mas, é válido lembrar que, apesar de nunca ter gostado muito de gente que tem apelido sem credibilidade, gente que é careca e tatuado, gente que é chato pra caramba, gente que demora pra chegar perto, gente menor que eu e gente que usa brinco com brilho, é impossível ficar alheia quando essas mesmas pessoas são o carinho humanizado, comédias lindas, o talento em pessoa, uma mistura de competência, beleza e simpatia, um espelho dos meus gostos musicais, visuais e gastronômicos e alguma coisa que eu não sei explicar, ainda. Sim, respectivamente.
Com esses últimos seres humanos acima citados eu reforcei ainda mais minhas habilidades em trocar emails por minuto ou mandar bíblias que jamais saberei se foram completamente lidas. E, apesar de terem me causado varias crises de nervo, me deram uns bons milhões de litros de risadas e vários trabalhos muito bons pra levar comigo. Tá, um monte de outras lembranças boas também.
E algo essencial, que vou levar pra vida toda é o uso (abusivo?) de palavrão. Obrigada publicidade, você me libertou!
Agora pode mandar beijo especial e nomeado?
- Os meus vão para os queridos colegas da Dom Quixote, apesar dos pesares;
- pra Laura Maria, as bunitas Amanda e Raquel, Mychel e Humbertão;
- pros “Incrivos” Ana Paula, JayJay, Odilon e Renatinha;
- pros queridos Bruno, Débora, Leandro, Thalita e Ulisses
- e pros professores Igor, Tatá, Vanessa, Geovane, Gisele, Moacir, Marlon e Alexandre;
- pros meus lindos e pequenos irmãos, Ana Clara e Heitor, pra minha madrasta, Neide; pra minha irmã Nina, pro meu Garfield, Rafael;
- pros meus tios Nelma e Eidilermando, que sempre me socorreram desde o primeiro dia de faculdade e não só; pra tia Denise, pelo afeto
- e claro, pro meu pai Dedezão, pra minha mãe Rosaninha, pro melhor vô do mundo, Baltazar, pra sogra Márcia e meus tios Caio e Helena que, juntos, pagaram minha faculdade e formatura, não necessariamente nessa ordem ou na mesma medida... rs
Ps.: mãe, milhões de obrigadas pela ajuda em todos os trabalhos, os almoços reclamões, a companhia pra televisão, a paciência pros bom-dia ranzinzas, os conselhos sobre o que não fazer, o apoio e mandato no que fazer, as sms trocadas, a competição nos jogos, e todo o amor do mundo."
6 comentários:
Até eu que manco fui citado. :D
Parabéns pelo término da primeira parte de toda jornada! (falei q nem o povo de star wars)
Quanta coisa aconteceu. Fico feliz porque tive parte na sua vida durante algum desse tempo, ainda que menos do que eu podia e gostaria. E que linda de você. Parabéns... Por se formar e por sobreviver! hehe. Um beijo.
Laura, parabéns pela formatura e obrigada!!!!
Nossa, Laurinha, que lindo. Sério, muito bonito mesmo.
Quando eu crescer (em idade, que fique claro), quero ser igual a você! haha beijocas, sua linda.
sabe que eu entrei no curso praticamente pelos mesmos motivos que você? Não passei na federal, minha primeira opção era jornalismo e detesto as exatas. E hoje também amo esse curso. Parabéns pela formatura flor, beijos!
seus lindos!
obrigada.
Postar um comentário