Eu entendi como uma indireta: aquele
livro que te dei em cima da mesa do quarto. A mesa que eu uso. Minha mesa.
Te dei o livro quando a gente se conheceu, porque achei que
os óculos que usava faziam uma referência absurda a vários e vários trechos
daquele livro pequeno. Lembro que li e reli ele muitas vezes. E perdi.
Daí andando no centro, noutra semana, me deparei com aquele
livro na vitrine de uma loja de decoração. Mas era só decoração de vitrine e
não vendiam. Eu pedi assim mesmo. Achei a cara da mocinha simpática e o livro
era do irmão dela que nunca mais leria, então ela aceitou o preço. Modéstia parte,
uma pechincha.
Aí te entreguei o livro, num dos nossos décimos encontros,
ainda na época que tínhamos o costume de ir àquela padaria da esquina de cima
que tem o pão quentinho que você gosta (mas teima em dizer que só come porque é
a única coisa que tem).
Você gostou dele, achou meio cult meio deprê, mas disse que
leu e gostou. Então sempre fazíamos referências a ele. Mais eu que você - o que
pensando agora não significa exatamente que você tenha lido.. Enfim.
Hoje você me devolveu ele. Deve ser devolução porque ele
nunca sai do seu armário. Mas, é estranho porque você estava bem normal, de
manhã. Você só pode estar querendo me dizer alguma coisa. Ele ali, em cima da
minha mesa. Desde quando acordei..Até parece que tem algum..
- Feliz 3 anos! E parabéns pra mim, te aguentando falar desse livro tanto tempo,
amor meu.
Um comentário:
que lindoooooooooooooo
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