365 motivos pra não esquecer 2016

2016 teve mais cara de fim do mundo que 2000 e 2012, juntos, diz aí

Essa é uma verdade que, sei lá, muita gente deve concordar. Entretanto e, quem sabe por um sinal do destino, lá no início dele eu bem pensei assim: pô, todo ano eu invento que vou começar uma coisa e nunca passo de março, maio. Agenda, projeto fotográfico, hábito saudável. Quer saber? Vou tentar mais uma vez. Vai que.

Então inspirada naquela onda de potinhos de coisas boas que foi uma forte tendência das redes sociais no último ano, decidi fazer um diário mesmo, no velho e bom Word, listando todos os dias do ano e tentando (com todas as minhas forças) sempre registrar o que aconteceu de bom naquele dia. O que não foi bom ficaria para trás.

Eu consegui. Não vou dizer que atingi o objetivo em 100%, porque há pelo menos dois dias em branco, sobre os quais não consegui nenhuma referência de conversa no whats, post em rede social, e-mail na caixa de entrada ou notícia no google que pudesse de fato ser uma coisa boa. Mas foram só 2 dias de 365 e, mais: de bônus, em alguns desses dias eu não anotei somente um fato, o que me leva, no fim das contas, a ter mais que 365 motivos para ter tido um bom 2016, apesar de todos os pesares.

Antes de evidenciar o lado bom desses 365 dias loucos, me permito destacar que 2016 foi (novamente, para mim) o ano da separação. Não só de casais que eu admirava como casal (me incluo aqui), mas também de pessoas que ou se separaram de seu grupo de amigos fiéis ou tiveram leves ou irremediáveis rupturas e isso refere-se de salve salve chapê a primeiramente fora temer, sim, passando por irmãos se despedindo sem planejamento.

Pois o lado bom de toda essa onda forte foi que: saímos do lugar.
Pelo menos a mim, 2016 tirou certos comodismos. 2016 me fez colocar a mão na massa e terminou ciclos que talvez eu nunca finalizasse caso não houvesse toda essa montanha de dias loucos. 
Além do que, nesse ano, tivemos mais uma movimentação importante no quesito saúde, para a senhora minha mãe e, que coisa boa, uma quietude feliz da senhorita minha irmã no quesito coração.

(Me lembrei esses dias que, inclusive, terminei de pagar o meu notebook esse ano, que já tem um ano de uso e conseguiu me dar certo carinho e conforto depois de todo aquele ciclo do dhemonyo sobre esses eletroeletrônicos em minha vida.)

Enfim, nesse ano eu aprendi a fazer arroz e carne e estrogonofe e a fazer minha própria comida, várias vezes – além de aprender a usar o forno. Nesse ano eu fui sozinha ao teatro, eu fui ao teatro acompanhada e eu fui ao teatro novamente e mais uma vez. E isso, junto a outros eventos, fez desse ano um ano especialmente musical* o que nos leva a pensar que tenha sido, sim, um ano especialmente bom. Nesse ano eu consegui finalizar livros, ver filmes e mergulhar num monte de séries maravilhosas (outras nem tanto, mas é a vida, né?).

Nesse ano, a internet - essa princesa, foi uma especial válvula de escape, um meio importante para novos contatos e um abraço coletivo imenso e cheio de amor no dia dezoito de maio também conhecido como o mais importante de todos os anos, ai que delícia.

Nesse ano eu decidi não ficar adiando convite ou enrolar encontro. Nesse ano eu me aproximei de antigos conhecidos que se tornaram muito, muito especiais pra mim. Nesse ano eu decidi ficar até terminar o show, mesmo que todo mundo quisesse ir embora e também me permiti ir embora enquanto todo mundo ainda se divertia. E nesse ano eu também passei mais tempo (ou algum tempo) com os bons e queridos amigos que já fiz nessa vida. Ai que delícia.

Nesse ano eu tive um combo incrível chamado férias seguidas de início de emprego novo. Eu conheci pontos turísticos importantes, eu passei um tempo lindo com a família, eu fui muito bem acolhida, eu descansei, eu vivi um amorzinho maravs com data limite e depois respirei aliviada por ter a carteira de trabalho atualizada. E então eu comecei aquela fase: outros conhecimentos, outra rotina, outro lugar, outros conflitos, outras alegrias, ai que delícia.

Pois bem, 2016 mesmo tendo sido extremamente triste em vários aspectos e acontecimentos e tragédias e, enfim... foi um ano de sacode.
A poeira ainda está rondando, rente à nossa cabeça, mas tomara Deus 2017 virá e ela vai baixar. E tudo ficará bem. E teremos mais outras 365 boas lembranças (quiça muitas mais).

Amém.


*Uma observação para não esquecer que essa cidade maravilhosa chamada Uberlândia me deu a oportunidade de ver, ao vivo, o que toca no meu Spotify (exceto Riri, #VEMRIRI). Lenine, Liniker, Silva, Anavitoria, 5 a seco, Mahamundi, Emicida, Monique Kessous, Samuel Rosa e Lô Borges, Tiago Iorc, Minimal, Francisco el hombre, Molejão.

Um comentário:

Rosana Tibúrcio disse...

tão maravilhosa que não me caibo. eu que fiz né??? parabéns pra mim.