Então chega o amor, às duas da manhã, por uma conversa na internet; ou pelo telefone às três da tarde. Chega o amor. Através de uma carta com uma palavra que só de alcançarem os olhos se transforma nesse sentimento intenso. Depois de um olhar despretensioso, no meio daquela muvuca na festa, enquanto todos esperam uma novidade, surge o amor. Depois de anos de convivência e monotonia, um dia sem querer ele chega. Chega e fica. Fica enquanto você pensa nele ou noutra coisa. É permanente. Surge no meio de um intervalo qualquer, em uma mesa bar; ou então numa discussão entre desconhecidos, numa fila de padaria. Talvez ele venha enquanto você estiver deitado, em sua cama, pensando naquela pessoa, aí ele entra pelas frestinhas da janela e sem perceber ele te toma por inteiro.
Um dia ele pode vir junto com uma chuva de verão, e acalmar como suco de maracujá. Ou então chegar no último minuto daquele filme de romance antigo, morninho, e te causar um furação no peito. O amor nem sempre avisa que vem, talvez ele dê alguns indícios, mas são do tipo que se nota só a longo prazo. E então é tarde. É tarde, mas não importa. Ele chega, e chega de novo, se for preciso. Vem diferente, sempre. talvez pareça, lembre, mas não é igual; é sempre único, ímpar. Singular. O amor é singular. E sempre chega, não importa o seu humor, a sua vontade, ele não importa com isso, nem com você. E nunca vai se importar em chegar e te acompanhar [pelo tempo que ele determinar].
Nenhum comentário:
Postar um comentário