Se me dissesse: escolhe, ou ele ou ela. Ficaria confusa, mas terminaria por escolher ele. Sei, trocar uma amiga de alguns anos que sempre te deu os melhores conselhos, sempre se preocupou com você e demonstra isso; por um amigo de alguns outros anos, que parece gostar da sua amizade [e nem pensar em nada além disso] e desejar vê -lo sozinho e talvez um dia disponível pra você, não é das melhores escolhas. Mas não sou perfeita, arrisco e escolho o duvidoso ao invés do certo. Mas é coisa de coração. E ele aperta quando vejo os dois juntos. Ele me grita pra dizer um 'Chega!' com todas as letras, pra esses ultimos dias que esses pensamentos de separações e novas relações tem surgido na minha cabeça.
Lembro do quanto ele já me fez raiva, do quanto já brigamos e me lembro principalmente do dia em que disse 'eu nunca ficaria com você, nem vou ficar', então me mordo de revolta e desejo por segundos voltar no tempo e dizer que, na verdade, o queria desde aquele tempo, mas que eu não podia assumir isso, porque assumir o que a gente quer, assim, pros mais íntimos, nem sempre é tão fácil quanto parece.
Então me lembro do quanto depois de brigar eu amava olhar aquele sorriso, e do quanto adoro quando ele me abraça, me da aqueles beijinhos, me toca de algum jeito, e me chama de 'minha' alguma coisa. Penso no quanto já menti pra ele, dizendo estar pensando em algum rapaz enquanto era pra ele mesmo que meus pensamentos estavam voltados. Ou então nas muitas vezes que lhe aconselhei sobre seus relacionamentos estranhos e suas dúvidas; e do quanto sofro lentamente quando ouço que gosta dela. Logo ela, minha amiga. Uma das melhores. E que também gosta dele. Mas eu, eu não gosto de vocês, não assim, no plural.
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