Pra quê que eu fui, mesmo?

Há dois meses foi a festa da cidade vizinha. Eu escolhi um dia entre os dez para ir. O melhor show da programação. Fiquei uns dois meses ouvindo CDs da banda, decorando as músicas que ainda não sabia. Feliz da vida. Tudo combinadinho. Casa pra ficar, companhia para ir, uma beleza!
No dia anterior fico sabendo que foi o melhor dia da festa. Lotadíssimo, o local ficou quase impossível de e locomover [exagero!], coisa mais boa ne? Tudo bem, quero ir hoje, porque hoje a banda boa toca e ah, é o que eu planejei, não é mesmo minha gente?
Pois o ambiente estava quase inabitado, minha gente. E quem estava presente só dizia ‘ontem foi ótimo, amanha será melhor, mas hoje tá fraco’. Tudo bem, eu sou alternativa, gosto de exclusividade, que eles toquem só pra mim.. e daí? Tô curtindo.
Na terceira música começa a cair umas coisas do céu, tipo água, sabe? Chuviscando, eu acho. Eu tinha acabado a gripe foda uns dois dias dali.. não podia pegar outra tão rápido ne? Vou me esconder em algum lugar coberto, que, é claro, fica longe do palco e perto de umas músicas sertanejas ruins e antigas e me obriga a ficar me apertando por um pedaço de teto, um pouco de cobertura e a chuva chega mais violenta e longos minutos depois ela para e isso consequentemente me faz voltar ao show e ouvir duas músicas que não conheço e uma que gosto e a chuva volta e eu me tampo e ela para e o show acaba. Pelo menos eu fiquei dois meses ouvindo eles né? Que coisa, não?
Vamos pra segunda parte da festa, agora vai ser divertido! Compro o ingresso e descubro que mulher acompanhada não paga. Saio procurando gente pra comprar o ingresso de mim e também um par para entrar comigo e.. só. Coloco [não literalmente, que fique claro] uma placa de ‘solteira desesperada por um rapaz para entrar como companhia!’. Demoro dez mil anos, mas encontro. Na hora de entrar descubro que meus documentos estão lá dentro já e preciso mandar meu par entrar e pegar pra mim, para depois eu entrar e bom.. confusão.
Quando dá certo de entrar.. cadê todo mundo? Um vaziiiiio incrível era a descrição mais apropriada para o local em questão e o incrível é que mulher não pagava e era meio lógico que enchesse ao menos um pouquinho a mais que aquilo né? Mas bom, pelo menos tem um mini show que parece ser divertido. E é.
Mas rola o lance de alguns brindes e eu, que não tinha mais nada para fazer, mais nada para perder, fico implorando por uma camiseta como se fosse a última coisa no mundo que me deixaria viva e o cara lá de cima do palco me ignora ou briga comigo porque foi o outro quem pegou a camiseta primeiro e ela não pode ficar comigo. Agora eu vi, levo bronca porque peguei a camiseta que foi jogada. Oi?
Vou embora com os pés doendo e sou acordada três horas depois de ter tentado começar a dormir para viajar de volta pra casa e... pra quê que eu fui mesmo?

3 comentários:

Andrea Carolino disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Típico programa de índio!
Já fiz muuuuuitos!
Mas pode ter certeza: despois que passa a gente rir!
Hehehehehe

Rosana Tibúrcio disse...

Pra me dar a camiseta preta e larga que disfarça um pouco minha barriga de grávida eterna!!!

Vera disse...

Risos.

Estes shows são marcantes por causa destas coisas ;-)) É disso que você se lembrará quando estiver bem velhinha.

Beijim.