Oi. Tudo bem?

Hoje passei a tarde na casa do meu pai, jogando Uno com meus irmãos e assistindo O pequeno príncipe. Agora estou aqui jogando BubbleShooter enquanto deveria estar tomando banho, arrumando o quarto, tentando fazer o pseudo-layout do Guaraná, encapando a caixa de ventilador da minha mãe, ligando pro namorado ou pra melhor amiga, organizando os papéis do ano passado, a gaveta da vida inteira, digitalizando as fotos dos álbuns antigos, gravando arquivos em CD (sim!) ou, ainda, dormindo porque amanhã é um longo dia.

Como é possível perceber e não muito difícil de acreditar, continuo naquela de gerundismos imaginários e, talvez, nunca concretizados. Procrastinação talvez tenha sido a palavra que me definiu no último ano e, pelo andamento da carruagem (ou pelo estacionamento), deve reinar por certo tempo ainda.

Meu último post no blog foi sobre o falecimento de minha avó há.. dois meses? É possível? Sim, passou rápido mesmo. Nem parece tanto. O fato é que o Bobagens não teve retrospectiva nem resoluções de ano novo e penso que em algum momento isso tem que acontecer. Considero válido deixar registrado e carimbado acontecimentos importantes. Princialmente se levar em conta o fato de que ainda não tenho nem mesmo minha agenda de 2011 e, quanto tenho não uso muito (Meta para a vida: aprender a usar agendas).

Pois bem, como disse no Guaraná, meu ano passado teve vários aspectos positivos que se equilibraram nos alicerces estudos, trabalho e amor. Porque minha saúde e meu dinheiro eu vi só a sombra mesmo. Portanto, obviamente, meus objetivos para este 2011 é conseguir dinheiro para cuidar da minha saúde, porque, na boa, ainda não adquiri aquele dispositivo que me dá autossuficiência em praticar exercícios físicos e ter uma alimentação balanceada. Pra isso eu realmente preciso de apoio profissional.

A grana também serve pra várias outras coisinhas e, claro, praquela ajuda básica que quase todo brasileiro de bom coração tem: ajudar mamãe e ter uma casa própria. A casa própria eu até tenho sabe, mas é interessante analisar um trecho que escrevi dia cinco de janeiro no meu caderninho feio que fica no quarto:

Podia estar mal, mas está pior e a tendência é se agravar pode resumir bem esse meu real inicio de ano.
Digo real porque, veja bem, fui uma das pessoas escolhidas para viverem um sonho nos primeiros dias de ano. Daqueles que fazem a gente ter certeza de que o que realmente quer pro futuro é só viver de amor, chuva fraca, cama, edredon, televisão, filmes e tudo isso, claro, compartilhado*.
Mas, voltando a cruel realidade eis que chego em minha linda casinha, depois de uma longa viagem infinita e com essa mesma proporção de comida no meu estômago (só que ao contrário = não comer nada entre 10 e 19h), e o que eu vejo não é nada menos que parte do teto da garagem no chão. Teto e chão parece que não combina muito né?
Pois bem, além disso tem a mãe grilada, os álbuns de fotos de família molhados (que fazem companhia aos que foram comidos por cupins), as goteiras que se multiplicam no quarto, o medo de tudo desabar (literalmente) e a certeza de que tem coisa pior acontecendo no mundo quando se liga a TV”

Pois então, minha gente, compreendem o lance da casa agora né? Assim estava eu (e, imagino, minha mãe) no quinto dia do primeiro mês de dois mil e onze. Hoje, confesso, estamos bem mais tranquilas, mas as previsões de chuva me irritam e só me fazem ter mais vontade de vender essa casa pra alguma boa alma rica e me mudar daqui.

Falando em mudar, vou mudar de assunto pra terminar esse post estilo dissertação melancólica e pedir a qualquer santo que seja mais disposição e força de vontade de fazer as coisas pra acabar de vez com essas urucubacas e essa procrastinação, que ô palavrinha chata em todos os sentidos viu?

Tenham um bom ano!


*e pelado, como diria minha mais nova descoberta bloguística Rebiscoito <3

Um comentário:

Rosana Tibúrcio disse...

O tempo tá passando rápido. Parece que os problemas também, não tão rápidos, mas passando...