Acontece que passando pela segunda catraca de fim do dia, eu pensei com aquele jeitinho desesperado e especial que tenho sempre “E se eu tiver esquecido ou perdido esse celular?”. Como a chegada é rápida, desci, entrei no condomínio, sentei na garagem e fui tirando tudo da bolsa já entendendo que uma coisa era certa: o celular não estava lá; e outra coisa era duvidosa: não lembrava de tê-lo colocado na bolsa – Estaria ainda em minha mesa? Voltaria pra buscar ou esperaria até o dia seguinte? Obviamente esqueci que havia computador em casa, por meio do qual eu ainda teria acesso às redes sociais (e, assim, poderia sobreviver) e fui de uma só vez pegar o caminho de volta, a pé, porque pensei que andaria mais rápido. E sim, pensei se eu poderia pedir pra alguém verificar, mas naquele dia tinha sido a última a sair do departamento, claro.
O fato é que nesse início de ano me esforcei muito pra ver somente coisas positivas nas pessoas, coisas e acontecimentos e então, com o contar dos passos até chegar em meu destino, eu pensei em várias coisas boas, como: eu estou andando até um objeto que me faz companhia diariamente; posso andar perfeitamente, sou uma pessoa saudável. Veja que bela coincidência estar com uma sapatilha confortável nesse dia em que a chuva também deu uma trégua e o céu ainda continua cheio de nuvens, portanto sem sol escaldante. A minha bolsa de todos os dias está surpreendentemente leve, sem machucar meus ombros ou me fazer pensar o que será que ainda carrego todo dia que a faz pesada daquele jeito.
Talvez esses flashs de pequenas coisas boas tenham feito o percurso parecer menor e a sensação de estar em um lugar familiar, ir por um caminho rotineiro e chegar à minha mesa vendo o celular exatamente no mesmo lugar de sempre, ser uma das melhores sensações do dia. A espera do próximo ônibus e a chuva que peguei ao descer perto de casa foram só detalhes que vieram pra fechar esse caso mais de maneira mais poética. Ou selar pra de vez esse dia ridículo. Mas, sim, pensemos positivo.
Um comentário:
Adorei...
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