O melhor ano da minha vida

Por que, aparentemente, 2005 foi o melhor ano da minha vida?

Acredito que tenha sido porque, apesar da pouca idade, eu soube aproveitá-lo da melhor maneira possível, todos os dias, semanas, eventos, lugares e pessoas. Eu estava naquele que era considerado (por mim) o melhor colégio, no qual eu tinha os melhores colegas de classe e os melhores amigos também. Foi lá onde eu também construí alguns amores intensos e errados que, à sua época, eram também os melhores – nessa categoria.

Foi por causa de todo esse arsenal que fiz uma das viagens mais gostosas da vida: pro Hopi Hari. Um momento em que, mesmo tendo lamentado por falta de dinheiro, eu ainda soube ser fofa e trazer uma lembrança pra irmã que começara uma coleção promissora. Foi nessa viagem que eu me aventurei, sem querer, em uma montanha russa, só porque queria acompanhar os amigos na fila. Não me lembro como me safei disso, mas aparentemente depois de muito ser sacudida de um lado para outro daquela micro-cabine-larga, ainda estava viva para me rodar nas pequenas e infantis xícaras. E rir no brinquedo aquático e rir nos corredores do hotel e rir do professor vigilante e rir das ligações entre os quartos e rir.

Esse também era um ano em que ainda não haviam tantas regras que prendiam os menores em casa e minha mãe, sempre maravilhosa, me deixava muito à vontade para escolher meus programas de fins de semana. Além dos bares e festas nas casas alheias, eu frequentava as festas da cidade e com certeza já sabia maravilhosamente bem tudo relacionado a Bruno e Marrone, Edson e Hudson e nossos queridos César Menotti e Fabiano – músicas que me fazem feliz até hoje, penso que pela lembrança imediata dessa época. Também tínhamos as idas frequentes para Lagoa Formosa, essa cidade que só tem gente maravilhosa que fez minha felicidade por muitos anos e como felicidade, devo dizer risadas, principalmente.

Era um ano em que eu ainda não conhecia o que era a maioridade e, portanto, acreditava que aquele próximo ano que se seguiria seria o melhor da minha vida por tudo que eu, na minha sabia ignorância, acreditava que iria mudar. Também não estávamos no último ano do colégio, o que distanciava um pouco aquela a preocupação intensa com vestibular.

E, claro, tendo conhecimento sobre toda a minha falta de memória detalhada, o pouco que sei sobre o assunto deve-se a um dos posts de dezembro daquele ano, no meu Fotolog, no qual eu dizia que aquele era sim o “melhor ano da vida”. Não é possível que eu tenha me enganado tanto assim.

2 comentários:

Marina Reis disse...

Ownnnnn que delícia.
Verdade verdade você me presenteou ❤
Me lembrei do DVD do Edson e Hudson #muitoamormesmo
Um ano tão maravilhoso assim, sua memória não iria te decepcionar hihi ...

Marina Reis disse...

Ownnnnn que delícia.
Verdade verdade você me presenteou ❤
Me lembrei do DVD do Edson e Hudson #muitoamormesmo
Um ano tão maravilhoso assim, sua memória não iria te decepcionar hihi ...