Alguns quilômetros, horas, conversas e músicas depois
estávamos todos da agência junto à banda numa boate para espantar os males e
relaxar depois do trabalho. Um lugar relativamente pequeno para tal
cidade, uma recente social media relativamente indiferente para qualquer coisa, um público
relativamente desanimado para tal evento e um guitarrista relativamente pronto
para destilar qualquer comentário malicioso travestido de cantada barata.
Eis que me deparo com um beijo acontecendo do nada e um
ruído parecido com um chefe dizendo no meu ouvido “eu disse para você conhecer
os caras, mas não precisava ser assiiim também”.
Depois disso, obviamente eu, que nunca estive nesse tipo de
situação, já estava imersa naquela onda, considerando a possibilidade de passar
o feriado de carnaval com o pessoal todo, inclusive o novo amor eterno que acabei de conhecer. Algumas
mensagens, dias e malas depois estava eu numa barraca posta num quintal com
cachorro e criança correndo de um lado para o outro, convivendo com uma família
nova e nem me preocupando com a falta de sinal do meu celular que só soube
armazenar centenas de canções daquele pequeno novo paraíso.
Alguns dias, beijos, risos, canções, familiares-indo-embora-e-deixando-só-os-fortes-ali-naquele-sossego-de-carnaval
depois, eis que o telefone do caseiro toca e não é de ver que é exatamente a
senhora minha mãe a fim de receber qualquer mísera informação sobre sua filha
que, repentinamente, vestiu uma camisa de “viva o momento, deixe inclusive o
trabalho para trás...”? Pois bem.
Risos.
Um comentário:
Melhor post. eu ri. porque né? no dia num foi engraçado. Pra mim!!
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