Eu, como qualquer outra pessoa com menos de 20 anos (pelo menos da minha época) sempre imaginei que aos 30 teria uma família constituída, um relacionamento estável, casa própria, um trabalho do qual eu me orgulhasse muito e me deixasse empolgadíssima pra acordar e começar logo o dia; além, é claro, de um corpo bem nos trinques e, não. nem pensava em alimentação e exercícios físicos, afinal estamos imaginando a vida “perfeita” de uma pessoa que sempre gostou de comer uma boa besteira e nunca se deu muito bem com os exercícios.
E, a cada ano que eu me aproximava dos 30, eu percebia que esse era exatamente o caminho para o qual eu não estava indo e, claro, que não tem motivo pra todo mundo ser assim, também. Inclusive é muito mais saudável para o planeta que sejamos bem diferentes e complementares, no fim das contas. Mas acontece que esse mesmo lindo planeta é composto por pessoas que tem, sim, suas ilusões enraizadas desde muito novos, sobre o ideal de vida, o ideal de realização - que, pasmem! normalmente é a realização do sonho da geração anterior.
Hoje, mesmo não tendo chegado naquele emprego (ou renda!) dos sonhos, com aquela família de comercial de margarina, eu tenho muito orgulho, sim, de quem me tornei, da minha capacidade de analisar situações e ter uma inteligência emocional relativamente equilibrada. E, claro, orgulho de ser capaz de me sustentar a mim e uma casa, sozinha: limpando, organizando (ou não), pagando os tais boletos todos. É sim uma vitória, especialmente nesse tal planeta em que muitos de nós estamos tão sem rumo e sem estrutura.
E para o meu eu, lá dos 20 aninhos, eu diria: vá com calma, minha querida, não gaste todo o seu dinheiro com brusinha e lanchos, reserva um pouco pra quando a corda apertar; fica de olho nesse seu corpinho, porque não é porque todo mundo fala que você é magra que vai sempre olhar no espelho e achar que tá tudo maravilhoso, não. Faz o favor de estudar mais e, principalmente, sobre a tal política com a qual acha que não se importa. E fique de olho em sua cabecinha e seus sentimentos, pra acompanhar tudo em tempo real: as coisas passam, sim, mas mudam também e normalmente sem parecer que estão mudando.
Então é isso: chegaram os 30 e com eles também se mantiveram alguns questionamentos por meio dos quais ainda não cheguei a alguma conclusão, confesso. E também por isso fica o recado pra mim mesma: vá de uma vez por todas atrás de uma boa terapia, Laura. Afinal, uma mulher querendo entender suas questões pode até querer guerra com algumas pessoas, mas tá bem a fim de encontrar a paz, também. E de se manter sã e saudável pra aproveitar os muitos 30 anos que estão por vir. Amém!
E, a cada ano que eu me aproximava dos 30, eu percebia que esse era exatamente o caminho para o qual eu não estava indo e, claro, que não tem motivo pra todo mundo ser assim, também. Inclusive é muito mais saudável para o planeta que sejamos bem diferentes e complementares, no fim das contas. Mas acontece que esse mesmo lindo planeta é composto por pessoas que tem, sim, suas ilusões enraizadas desde muito novos, sobre o ideal de vida, o ideal de realização - que, pasmem! normalmente é a realização do sonho da geração anterior.
Hoje, mesmo não tendo chegado naquele emprego (ou renda!) dos sonhos, com aquela família de comercial de margarina, eu tenho muito orgulho, sim, de quem me tornei, da minha capacidade de analisar situações e ter uma inteligência emocional relativamente equilibrada. E, claro, orgulho de ser capaz de me sustentar a mim e uma casa, sozinha: limpando, organizando (ou não), pagando os tais boletos todos. É sim uma vitória, especialmente nesse tal planeta em que muitos de nós estamos tão sem rumo e sem estrutura.
E para o meu eu, lá dos 20 aninhos, eu diria: vá com calma, minha querida, não gaste todo o seu dinheiro com brusinha e lanchos, reserva um pouco pra quando a corda apertar; fica de olho nesse seu corpinho, porque não é porque todo mundo fala que você é magra que vai sempre olhar no espelho e achar que tá tudo maravilhoso, não. Faz o favor de estudar mais e, principalmente, sobre a tal política com a qual acha que não se importa. E fique de olho em sua cabecinha e seus sentimentos, pra acompanhar tudo em tempo real: as coisas passam, sim, mas mudam também e normalmente sem parecer que estão mudando.
Então é isso: chegaram os 30 e com eles também se mantiveram alguns questionamentos por meio dos quais ainda não cheguei a alguma conclusão, confesso. E também por isso fica o recado pra mim mesma: vá de uma vez por todas atrás de uma boa terapia, Laura. Afinal, uma mulher querendo entender suas questões pode até querer guerra com algumas pessoas, mas tá bem a fim de encontrar a paz, também. E de se manter sã e saudável pra aproveitar os muitos 30 anos que estão por vir. Amém!
Um comentário:
tão boas essas divagações e planejamento. As constatações nem tanto... mas é vida, não é mesmo???
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