Você tirou de mim a única certeza que eu tinha.
Foi assim: eu não acreditava no amor, nem desacreditava. Você apareceu e me mostrou por conversa + interesse que, sim, ele estava ali, entre nós.
Me joguei como nunca tive coragem antes e vivi, todos os dias, isso que pra mim era natural. Eu não precisava me esforçar.
Não precisava tentar não pensar em outra pessoa, não sentia necessidade de estar longe, não queria que acabasse logo, não imaginava um futuro sem aquilo, não pensava que houvesse possibilidade de sair do trilho.
Era natural. E era bonito.
Aí um dia desses, você se tornou um exemplo claro de que um relacionamento não se mantém quando apenas um está no barco. Um relacionamento é feito de dois e, quando você se desfez, não nos coubemos mais.
Porque, naquele estágio, tinha certeza que dali a alguns anos eu estaria olhando pra trás, orgulhosa, de tudo o que mantivemos vivo e vivido por décadas e décadas. Eu tinha certeza que receberíamos amigos em casa e que veríamos famílias se formando ao nosso redor e formaríamos a nossa, de uma maneira ou de outra. Eu tinha certeza que o amor existia. Aí você foi lá e me acordou. Do nada.
Agora, enquanto leio a sua mensagem de despedida, percebo que lá atrás, quando eu não acreditava nem desacreditava nesse tal amor eu podia até não estar certa. Mas eu estava pronta para ser contrariada. Hoje não, hoje eu tenho uma certeza, que é bem diferente daquela que eu tinha ao seu lado e que também não tem relação com aquela que cultivava antes de você.
Pensando bem, é uma grande incerteza. Ainda estou por entender.
Um comentário:
ué, esse tava escondidinho que eu não vi...
Goxxxtei!!!
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