Ele pega o violão, após cruzar as pernas como (reza a teoria de minha amiga) os homens inteligentes fazem. Seus dedos compridos e sem cor, têm total precisão ao tocar as cordas. O anel no dedo da mão esquerda parece maior que a própria mão. Tem os cabelos pretíssimos desgrenhados e, talvez por isso, chame tanto a atenção. Com os detalhes do bigode estilo alguma coisa que não consigo definir e esse pequeno cavanhaque que parece ter vida própria, ao cantar e balançar a voz de uma maneira totalmente despretensiosa, me faz ter vontade de fechar os olhos e dançar junto. As cortinas sem cor e o reflexo do sol que bate nesse quadro, junto de seu toque no violão, fecham o conjunto pra esses poucos minutos de admiração e sensação de gostosidade ouvindo você.
2 comentários:
Ai que lindo! Eu amei cada palavra, porque são tão... minhas, sei lá. Clicando no curtir.
haha.... poderia ser sim, taíssi!
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