Chegou a independência. E ela é bem bonita.

Há boatos de que eu só fico inspirada pra escrever nesse blog quando há um término ou algum momento bem machucador de coração e veja bem, meus caros… depois de um longo hiato é hora de relembrar uma história que durou (pasmem!) quase 7 anos.
Foram três casas diferentes, com três companheiras diferentes e cá estamos nós: morando sozinha. Isso mesmo: a independência, ela chegou.

Eu gosto de pensar que esse foi um processo muito natural: chegar numa cidade nova, ir morar com alguém mais próximo levando só as mudas de roupas; mudar de lugar com companhias em momentos mais parecidos com o meu, tendo apenas um quarto com minhas coisas; depois mudar de novo e permanecer um bom tempo num relacionamento mais estável e próximo. Até que, alguns anos depois, por um processo natural mesmo, de um momento de vida que pedia uma mudança, chegou o momento da separação. Muito amigável, graças a Deus.

E, claro, às vezes a gente sente falta de ter outra pessoa pela casa, quando, por exemplo, às 18h30 você percebe que esqueceu a geladeira aberta no café da manhã; ou quando vai tomar água de manhã e vê que o suco que tirou a noite dormiu em cima e não dentro daquela mesma geladeira, afinal não tinha ninguém pra te avisar ou pra guardar pra você por pura simpatia; noutros dias você vai sair pro trabalho e se deparar com a porta que dormiu destrancada, mas assim... tirando a parte de ter que pagar todas as contas sozinha, tá tranquilo.
Sério: não tem ponto negativo não, só positivos mesmo: aquilo de poder andar pelada? Tudo verdade. Quer faxinar a casa de calcinha ouvindo a playlist “Axé Saudade”? Fique à vontade. Tem que sair correndo da cozinha pra fazer um xixi? Não precisa ficar abrindo e fechando porta. É libertador.

Então assim: no fim das contas o sentimento de morar só é muito parecido com aquele momento feliz da solteirice depois de um de relacionamento que ou não era realmente bom ou terminou de uma forma não tão legal: você se sente leve, livre e solta pra fazer e ser o que você quiser no seu espaço, sem precisar dar satisfação ou chamar ninguém pra acompanhar.
E acaba que é aquele esquema né: amar sua própria companhia e saber cuidar de si mesma. É uma oportunidade e tanto. E é bem bonito de se viver!

5 comentários:

Rosana Tibúrcio disse...

Postei maravilhosa e parece que não foi.
Maravilhosa de novo... Saudade demais te ler.
Não para nunca mais.
Mai

Rafael Freitas disse...

Não para nunca mais!

Aliás, para sim. Com o Axé saudade .
Haha

Te amo.
Mano

Nelma disse...

Independência total.

Marina Reis disse...

É bem isso, é libertador, é passar a amar nossa própria companhia. Viva a Solitude!

Denise Tibúrcio disse...

Amo ler o que você escreve. Gostaria muito de ainda ter um livro seu com dedicatória é claro. E do jeito que fala quando me encontro com você. "titia linda" e me dá aquele abraço.
Liberdade de andar sem roupa ( bom demais né)